sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Você já viu risada de hiena? E de uma família toda?


Fissurado por hienas, o fotógrafo indiano Rajesh Pardeshi conseguiu retratar uma hiena fêmea com sua ninhada a céu aberto, o que é raríssimo, já que os filhotes costumam ficar em tocas e esses animais têm hábitos noturnos. Mais bacana ainda é que, em algumas das fotos, a família parece de fato estar sorrindo - e até gargalhando


Veja só a mamãe hiena soltando uma gargalhada! Na verdade, a fêmea está uivando para a Lua, enquanto dois de seus filhotinhos observam o céu ao anoitecer. As cenas foram clicadas em Ahmednagar, na Índia


Aqui, o bebê hiena já ensaia suas primeiras gargalhadas. As risadas, na verdade, são uma forma de comunicação dentro de uma comunidade de hienas e têm várias finalidades. Quanto mais jovem o animal, mais agudo é o som que emite


Rajesh Pardeshi já dormiu várias vezes ao ar livre em busca de bons cliques de hienas durante a noite e a madrugada, quando elas são mais ativas. "Por serem animais noturnos, é muito difícil conseguir fotos decentes tiradas com boa luz. Gosto dessas imagens porque elas são, de certo modo, um triunfo. Mas eu também gosto delas porque, como qualquer boa mãe, a fêmea está protegendo seus filhotes, o que é bom de ver"


A hiena-listrada é uma espécie em extinção. Há menos de dez mil delas (adultas) na natureza. São bichos monogâmicos, sendo que os machos ajudam as fêmeas a criar os filhotes

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mulher cega é impedida de viajar de avião por estar acompanhada de cão-guia


Joanna Jones viu sua viagem de Londres a Belfast, no Reino Unido, se transformar em um pesadelo no último final de semana. Deficiente visual, ela foi impedida de embarcar no voo por estar acompanhada de seu cão-guia.

A companhia aérea easyJet, da qual a inglesa havia comprado sua passagem, optou por barrar a entrada da passageira, alegando “falta de documentação do animal”.

Ao jornal Daily Mail desta terça-feira (13/12), Joanna declarou que, nos últimos 12 anos, viajou inúmeras vezes acompanhada pela cadelinha Orla e nunca havia sido barrada. “Na condição de deficiente visual, já fuidiscriminada algumas vezes, mas nunca por um detalhe tão pequeno”, disse.

Cerca de dez dias antes da viagem, Joanna disse ter feito em contato com a easyJet e perguntou se era exigido algum documento especial para o embarque de sua guia. Segundo a britânica, a funcionária que lhe atendeu disse que nada era necessário, pois se tratava de uma viagem interna.

Juliana Bacci

(Fotos: reprodução Daily Mail)

http://colunas.globorural.globo.com/planetabicho/2011/12/13/mulher-cega-e-impedida-de-viajar-de-aviao-por-estar-acompanhada-de-cao-guia/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A pele respira

O rato marsupial da Austrália (Sminthopsis douglasi) possui um raro mecanismo de sobrevivência. Ao nascer ele pesa apenas 15 miligramas, pouco mais do que um grão de arroz. Como seus músculos não conseguem bombear os pulmões, durante algumas semanas o rato absorve oxigênio pela pele. A respiração incomum foi detectada pelo fisiólogo canadense Jacopo Mortola e pelos australianos Patrícia Woolley e Peter Frappel.

O besouro-da-casca (Dendroctonus frontalis)

Dendroctonus frontalis, o sul pine beetle, é uma espécie de casca-de-besouro nativo para as florestas do sul dos Estados Unidos, México e América Central. Ele tem uma dura avermelhadas marrom ao preto e exoesqueleto mede aproximadamente 3 mm (0,12 in), sobre o tamanho de um grão de arroz. É de pernas curtas, a frente de sua cabeça é chanfrada e os traseiros de seu corpo é redonda.


Dendroctonus frontalis habita diversas espécies de Pinus. Árvores hospedeiras nos Estados Unidos incluem principalmente P. taeda, P. echinata, P. elliottii, P. virginiana, P.rigida, P. palustris, P. serotina, P. pungens e P. strobes, P. ponderosa, P. engelmannii e P. leiophylla. Árvores hospedeiras na América Central incluem p. caribaea, P.engelmannii, P. leiophylla, P. oocarpa e P. maximinoi. No sul-leste dos Estados Unidos é considerada uma das mais importantes causas de perdas econômicas no setor florestal.
As fêmeas perfuram os troncos e põe ovos em túneis sinuosos, como mostra a foto seguinte.

Então emitem um fenômeno que atrai machos e fêmeas, provocando uma infestação maciça nas árvores. Proliferando com rapidez, os besouros matam a floresta, como ocorreu na ilha Assateague, na Virgínea.


Pior: eles tem se mostrado quase invulneráveis aos pesticidas.

O peixe iluminado.

Capturado a 600 metros de profundidade na costa noroeste da África, este peixe de 15 centímetros, o Photostomias guernei, possui órgãos bioluminescentes atrás de cada olho, provavelmente para ajudá-lo a localizar presas e atrair parceiros para o acasalamento. O peixe pode esconder esses órgãos enrolando-os e guardando-os em suas laterais. A sequência mostra, de cima para baixo, um órgão aberto, um semifechado e outro retraído. Como um Lamborghini das profundezas, ele tem faróis retráteis".

CAMPEÃO SUSTENTÁVEL.

Penta do Corinthians rende plantio de três mil árvores

Times integrantes do projeto Jogando pelo Meio Ambiente devem plantar três mil mudas caso ganhe um campeonato

Os jogadores Liédson e Paulinho comemoram a conquista do 5º Campeonato Brasileiro do Corinthians

O título de pentacampeão do Brasileirão, que o Corinthians conquistou no último domingo (4) rendeu o plantio de três mil novas árvores para o Estado de São Paulo.

Isso porque uma das regras do projeto Jogando pelo Meio Ambiente - do qual o clube alvinegro participa, ao lado do Palmeiras - é que, caso um dos times integrantes da iniciativa ganhe um campeonato, três mil mudas devem ser plantadas no Estado paulista.

O plantio resultante da vitória do Corinthians no Campeonato Brasileiro acontecerá na cidade de Sarapuí, em São Paulo, e contará apenas com mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, como Ipê-roxo e Jatobá.

Além das três mil árvores garantidas pela vitória alvinegra, a partida do último final de semana contra o Palmeiras rendeu o plantio de outras 400 árvores. Isso porque as regras do Jogando pelo Meio Ambiente ainda garantem que, a cada jogo disputado pelos times envolvidos no projeto, 100 árvores devem ser plantadas em São Paulo. E, caso os goleiros não sofram gols durante toda a partida, outras 100 mudas entram na conta.

Levando em consideração todos os jogos disputados por Corinthians e Palmeiras em 2011, os dois times contribuíram para o plantio de 41 mil novas árvores por meio do Jogando pelo Meio Ambiente. O artilheiro do projeto foi o goleiro Júlio César, que garantiu o plantio de mais de 2 mil mudas.


Parabéns ao club, e que outros clubes de futebol em todo o mundo tenham a mesma atitude!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Perspectivas para a regeneração de membros humanos

O progresso rumo à regeneração de partes importantes do organismo, como acontece com a salamandra, pode revolucionar o tratamento de amputações e de ferimentos graves
por Ken Muneoka, Manjong Han e David M. Gardiner
AARON GOODMAN

Os membros de uma salamandra são menores e mais delgados que os da maioria de nós, humanos, mas as diferenças acabam aí. As patas e a cauda da salamandra são recobertas por pele e constituídas por esqueleto ósseo, músculos, ligamentos, tendões, nervos e vasos sangüíneos. Um arranjo frouxo de células chamadas fibroblastos garante unidade a esses tecidos internos e forma aos membros. Mas um aspecto torna os membros da salamandra únicos entre os vertebrados: a capacidade de regenerar-se a partir de um coto depois de amputado. Dessa forma uma salamandra adulta consegue regenerar completamente uma mão ou um pé, vez após vez, sejam tantas quantas forem as amputações. Os sapos conseguem regenerar um membro durante a metamorfose do girino, quando do primeiro surgimento de seus membros; mas perdem essa faculdade na vida adulta.

Mesmo os embriões de mamíferos estão aptos a substituir membros em desenvolvimento, mas essa faculdade igualmente desaparece muito antes do seu nascimento. De fato essa perda da capacidade regenerativa ao longo do desenvolvimento do organismo tende a se repetir na evolução de formas animais superiores, fazendo da lenta salamandra o único vertebrado que continua capaz de reproduzir partes complexas do corpo durante toda a vida.

Há muito os humanos questionam como o animal consegue esse feito. Como pode a parte do membro regenerada “saber” o quanto lhe falta a ser restituído? Por que a pele no coto não cicatriza fechando a ferida como acontece nos humanos? Como o tecido na salamandra adulta retém o potencial embrionário para reconstruir um membro inteiro do zero diversas vezes? Os biólogos estão perto de responder a todas essas perguntas. E, ao se entender como o processo regenerativo funciona na Natureza, espera-se conseguir desencadeá-lo para reconstituir membros amputados em humanos, por exemplo, e revolucionar a recuperação de outras graves feridas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ORAÇÃO DO PROFESSOR

Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,

Dai-me esta graça que vem do amor,

Mas, antes do ensinar, Senhor,

Dai-me o dom de aprender.

Aprender a ensinar

Aprender o amor de ensinar.

Que o meu ensinar seja simples,

humano e alegre, como o amor.

De aprender sempre.

Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.

Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe

Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.

Que meus conhecimentos não produzam orgulho,

Mas cresçam e se abasteçam da humildade.

Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,

Mas animem as faces de quem procura a luz.

Que a minha voz nunca assuste,

Mas seja a prgação da esperança.

Que eu aprenda que quem não me entende

Precisa ainda mais de mim,

E que nunca lhe destine a presunçaõ de ser melhor.

Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaparecer,

Para que eu possa trazer o novo, a esperança,

E não ser um perpetuador das desilusões.

Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender

Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.

Autor: Antonio Pedro Schlindwein

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CÂES NÃO LAMBEM SEUS DONOS POR AMOR, DIZ PESQUISA AMERICANA

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO
Pode ser poético dizer que um cão encheu seu dono de beijos quando ele voltou de viagem, mas a realidade, estão descobrindo os cientistas, não é assim tão fofa.

Isso porque cachorros são extremamente sensíveis a cheiros e sabores -- coisas tão importantes para eles quanto a comunicação verbal ou a visão para os humanos.
Assim, quando um dono volta da rua cheio de novos cheiros e gostos, seja da mão daquele colega de trabalho que foi cumprimentado ou da sujeira do banco de metrô em que sentou, ele está oferecendo ao seu cachorro um festival de sensações.

Se seu cão quer saber por onde você andou, isso significa, claro, que ele vê algo de especial em você. Mas eles gostam de cheirar e lamber mesmo desconhecidos.

"Saber do papel do odor para eles mudou minha forma de pensar sobre a maneira alegre com que minha cachorra cumprimentava um visitante, indo diretamente na região genital dele", diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).

O comportamento da cachorra de Horowitz, que está lançando no Brasil o livro "A cabeça do cachorro" (BestSeller), faz todo sentido, diz.

As regiões genitais, assim como a boca e os sovacos, produzem muitos odores -- e logo ensinamos às crianças a importância de lavá-las bem. Estando a boca e os sovacos geralmente mais distantes do cachorro, não é difícil imaginar que área ele vai atacar.

"Não deixar que um cão cheire um visitante equivale, entre humanos, a vendar-se na hora de abrir a porta para um estranho", diz a cientista.

Para um cão, cada pessoa tem um cheiro inconfundível, o que faz com que eles nos identifiquem pelo odor. Humanos conseguem usar o nariz para saber, por exemplo, se alguém fumou, mas cachorros vão muito além.

Eles podem saber se você fez sexo, e até saber quem e quantas pessoas estavam junto. Ao se aproximar da sua boca, conseguem identificar o que você comeu.

Mais do que isso, cachorros sentem cheiro de medo.

"Gerações de crianças foram alertadas para nunca mostrar medo diante de um cão estranho", diz Horowitz.

Não era à toa. Quando assustados, suamos, e o odor do nosso corpo entrega o pavor. Além disso, a adrenalina é inodora para nós, mas não para bichos de faro aguçado.

O olfato dos animais é tão bom que os cientistas querem utilizá-los na medicina.

Um estudo treinou cães para reconhecer a urina de pacientes com câncer. Os cientistas se assustaram. Os cães aprenderam a "diagnosticar" a doença: só erram 14 vezes em 1.272 tentativas.

Não se sabe direito quais substâncias eles aprenderam a reconhecer, mas alguns cientistas propõem "cães doutores" -- pelos estudos feitos, eles acertam mais que muitos doutores humanos.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/808658-caes-nao-lambem-seus-donos-por-amor-diz-pesquisa-americana.shtml

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Moscas bêbadas ajudam no estudo sobre o vício

da New York Times

A Universidade da Califórnia, em São Francisco, se tornou um boteco para moscas das frutas.

Lá, no laboratório de Ulrike Heberlein, pesquisador sobre os vícios, moscas das frutas estão optando pelo consumo de álcool. Elas estão bebendo (ou melhor, comendo alimentos embebidos em álcool) até ficarem embriagadas, mesmo quando não apreciam o sabor. E também estão cedendo à tentação.





Trabalho tenta compreender a base genética dos vícios humanos em substâncias como álcool e nicotina por meio da mosca


Trabalho tenta compreender a base genética dos vícios humanos em substâncias como álcool e nicotina por meio da mosca da fruta






Haberlein, autor de um artigo, junto a Anita V. Devineni, descrevendo as descobertas na "Current Biology", disse que a pesquisa representava um avanço em seu trabalho de tentar compreender a base genética dos vícios humanos em substâncias como álcool e nicotina por meio da mosca das frutas, ou Drosophila melanogaster.

"Durante anos nós estudamos reações simples, como intoxicação e desenvolvimento de tolerância", disse Haberlein. A conhecida genética da mosca das frutas a torna um organismo modelo para esse trabalho. "Agora, em vez de dar passivamente o álcool às moscas, estamos deixando que elas escolham beber".

E elas bebem, como humanos. No começo, elas ficam hiperativas e desinibidas; se continuam bebendo, perdem a coordenação. Eventualmente, desmaiam. As concentrações internas de álcool nas moscas, em cada estágio, são bastante similares àquelas dos humanos que bebem, disse ela.

Os pesquisadores também descobriram que, se uma mosca é privada de álcool por um ou dois dias, ela continuará a beber assim que tiver uma oportunidade.

Sob alguns aspectos, a descoberta não é surpreendente. Afinal, moscas das frutas tendem a ser encontradas em frutas podres, onde os açúcares estão fermentando para virar álcool.

Porém, quantificando isso em laboratório, os pesquisadores conseguirão estudar a genética por trás do comportamento. Realmente, segundo Haberlein, eles desenvolveram um exame para identificar características de vício --pesquisadores poderão usar diversos subgrupos da Drosophila, cada um com uma mutação conhecida, para ver qual altera os padrões de consumo de álcool.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Unicórnio asiático reaparece após 10 anos, mas depois morre


A rara espécie saola foi descoberta em 1992 e corre risco de ser extinta
por John Platt
Cortesia da Unidade de Conservação de Bolikhamxay
Saola em cativeiro, antes da sua morte
Um dos mais raros mamíferos do mundo, o saola (Pseudoryx nghetinhensis), estava efetivamente invisível desde 1999 – a última vez que essa criatura especial foi observada por cientistas. Mas um deles finalmente reapareceu. Pena que morreu logo depois.

O saola macho foi capturado no mês passado fora de uma remota aldeia da província Bolikhamxay, no Laos. Pesquisadores de animais selvagens, acompanhados por colegas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), foram para a aldeia, mas infelizmente o animal já estava enfraquecido por causa do tempo que passou preso e morreu logo após a equipe chegar, segundo a IUCN.

Removeram seu corpo para a cidade vizinha de Pakxan, onde foi preservado para um estudo futuro.

"O estudo da carcaça desse animal pode render boas descobertas e amenizar o infeliz incidente. Nossa falta de conhecimento da biologia dos saolas é uma limitação para os esforços da preservação dessa espécie", disse Pierre Comizzoli, membro da IUCN e pesquisador desses animais.

O saola foi descoberto pela primeira vez por cientistas em 1992. Muito parecido com um antílope, ele é, porém, estreitamente relacionado com bovinos. Tem dois chifres, mas alguns biólogos acreditam que essa espécie serviu de inspiração na vida real para as lendas do mítico unicórnio.

Não existe nenhum saola em cativeiro. Estimativas populacionais sugerem que na melhor das hipóteses o numero de indivíduos varia de cem a mil animais em estado selvagem.

Os especialistas em saola dizem ser bem provável a "última chance" de salvar um dos mamíferos mais raros do mundo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O amor é um prédio em chamas,
Pois que as labaredas pegam de cima,
da consciência,
e vão descendo,
arrepiando os pelos,
secando a boca
e molhando
do ventre aos pés
e os anjos, no entorno,
ficam no aguardo da excitação
e dos gritos de gozo
e tudo se funde,
e o que era dois ou quatro,
vira um
e se evapora
e toma o ar
e a respiração
que ofegante
revira a alma
em puro delírio
e o que era silêncio
se entorna em eu te amo

Agradecimentos a Jamil, que elaborou de forma surpreendente esse poema em minha homenagem, obrigado por tudo meu querido.

domingo, 26 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Nova vítima do aquecimento global?

A abelha mamangava está desaparecendo do Sul do país, mostram cientistas da UFPR. A principal acusada dessa extinção local é a mudança climática, ao lado de outros fatores.

Por: Sofia Moutinho

Nova vítima do aquecimento global?

Abelha rainha da espécie Bombus bellicosus, extinta no Paraná e ameaçada em todo o Sul do Brasil (foto: Laboratório de Biologia Comparada de Hymenoptera/UFPR).

Uma pesquisa brasileira revela que a abelha da espécie Bombus bellicosus, popularmente conhecida como mamangava, pode estar extinta localmente no Brasil. O inseto, originalmente encontrado em áreas de vegetação campestre no Sul do país, desapareceu do Paraná, onde era muito abundante, e ainda se mantém no Uruguai e Argentina. Segundo os cientistas, a principal causa para seu extermínio em território nacional é o aquecimento global, seguido de outros fatores como a poluição e as mudanças em seu hábitat.

Estudos de campo feitos entre 2002 e 2005 por pesquisadores do Laboratório de Biologia Comparada de Hymenoptera do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), evidenciaram o desaparecimento da mamangava em locais onde há 20 anos ela era comum.

Os cientistas monitoraram Ponta Grossa, no Paraná, além dos municípios de Esteio e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul e algumas regiões de Curitiba e Santa Catarina. Nenhum espécime foi encontrado vivo no Paraná e constatou-se que a espécie está em processo de extinção nas outras regiões. Os resultados do trabalho foram publicados em agosto na revista Insect Conservation.

“A mudança climática é o fator mais decisivo na extinção de espécies.”

O levantamento da espécie na região já era feito há 40 anos, o que ajudou na pesquisa. Durante a análise desses dados, os cientistas perceberam que o último registro da espécie no Brasil, de 1980, coincidia justamente com o período em se iniciou a intensificação do aquecimento global.

“A mudança climática é o fator mais decisivo na extinção desta espécie”, explica a bióloga Aline Martins, envolvida na pesquisa. “É provável que as recentes mudanças de temperatura tenham afetado essas populações.”

Região de borda

A bióloga explica que no Paraná a abelha habitava uma região no limite norte de sua distribuição no Brasil, e isso parece ter colaborado para a extinção local do animal. “Populações no limite da distribuição tendem a ser menores e, por isso, seus indivíduos têm mais chances de cruzar entre si, o que reduz a possibilidade de surgirem indivíduos geneticamente diferentes e, portanto, mais resistentes”, diz Martins.

Outro indício de que as mudanças climáticas seriam as principais responsáveis pelo sumiço da mamangava é o crescimento populacional de outras duas espécies de abelha da região que toleram temperaturas mais elevadas. Mais adaptadas ao meio, essas espécies ocuparam o lugar da mamangava.

A poluição e o desmatamento das regiões antes habitadas pela mamangava também foram decisivos para a sua extinção. Os campos naturais de Curitiba têm sido extensamente desmatados para a construção civil e agropecuária. De 1960 a 2007, a população da região cresceu de 361.309 para 1.828.092, segundo dados do Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE). Além disso, de acordo com Martins, não há áreas destinadas à preservação ambiental dos campos da região.

O desmatamento restringe as fontes de alimentos e outros recursos naturais necessários às abelhas. No entanto, de acordo com a pesquisadora, as abelhas do gênero Bombus, como a B. bellicosus, não requerem nenhum material especial para construir seus ninhos, que ficam em cavidades debaixo do solo, nem possuem alimento específico. Essas abelhas são generalistas e usam mais de 60 espécies de planta de 18 famílias diferentes como fonte de néctar e pólen. Assim, as mudanças no hábitat da mamangava não foram tão decisivas para o seu extermínio quanto o aquecimento global.

O sumiço das abelhas

A extinção de abelhas é um fenômeno observado em todo o planeta nos últimos anos. Somente entre 1950 e 2000, 13 espécies do gênero Bombus desapareceram em pelo menos um país europeu e quatro já são consideradas extintas da Europa. A abelha é considerada um importante indicador de qualidade ambiental por ser um inseto muito sensível às mudanças do meio.

A abelha é o mais importante polinizador da natureza

O desaparecimento de populações desse animal pode gerar fortes impactos no ecossistema, pois a abelha é o mais importante polinizador da natureza. Algumas plantas são polinizadas apenas por determinadas espécies de abelha e, por isso, sua extinção pode levar à extinção da planta e à consequente escassez de alimentos para outros animais, como aves, mamíferos e até humanos, que cultivam alguns tipos de grãos e verduras dependentes da polinização.

De acordo com Martins, o comportamento social da mamangava aumenta suas chances de extinção completa. Ao contrário da maioria das espécies de abelhas, em que a fêmea constrói e cuida sozinha do seu próprio ninho, as mamangavas vivem em pequenas populações organizadas em sociedade. “As populações de abelhas sociais são menos resistentes que as solitárias, porque a variabilidade genética entre os seus indivíduos é comparativamente menor”, explica a pesquisadora. “Como o cruzamento entre indivíduos só se dá dentro da colônia, a chance de acorrem problemas genéticos é maior.”

A pesquisa com as mamangavas faz parte de um projeto maior que desde 1960 monitora a fauna de abelhas em Curitiba. O próximo passo da investigação tentará prever a possível distribuição geográfica da B. bellicosus antes de extinta por completo. Os pesquisadores utilizarão programas de computador capazes de determinar os futuros locais de ocorrência da abelha a partir da análise de dados climáticos e geológicos das regiões que ela originalmente habitava. “Com o modelo de distribuição, poderemos comprovar que a mudança climática foi a responsável pela extinção local da mamangava”, acredita a pesquisadora.

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SARNEY, O FILME

ASSISTAM ESSE FILME HILÁRIO!!! MUITO ENGRAÇADO MESMO, ESPERO QUE GOSTEM.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Que DEus não permita.

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda, são dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela
muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em
meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!